Foi exatamente quando ele lhe apertou a mão, no cumprimento mais casual e desinteressado possível, que os dedos brotaram em flor. Mas não foi um processo delicado, suave, nem bonito. Os ossos cederam, quebrando com tal violência que a epiderme se pintou de sangue coalhado. Os gomos eram exalados entre fraturas, tais bolhas de sabão engordadas de dor. A mão tremia-lhe. A mão do recetor demitira-se enquanto ele carpia superlativamente com expressões de holocausto, com uma voz diluída pela fuga. Estremecendo, e tentando manter algum do convencionalismo que o identificara com a humanidade, alçou da mão e sacidiu-a num adeus folheado e verde...
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