O grito tinha o paladar de baton sangue e a mensagem esborratava ódio nas 4 paredes receptoras. Era assim que reagiam à raiva: com frieza e indolência. As veias eram eco de coração apertado pelo não, anunciando vida, chicoteando-a numa tortura de auto-comiseração. Tudo era vermelho, porque tudo era dor. Antes, perdido no branco, não conhecia chão, parede, tecto...Refugiava-se na mensuração anacrónica de um daltonismo afectivo. E este galgava na putrefacção da reacção. Acordar era isso: saber que iria morrer.
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