A minha mascara mascarou-se de mim, mas ela não me reconheceu. Assustou-se e, embrulhando-se em suplicios, vergou-se de medo na bolsa marsupial. Encharcou os cantos da boca com o Prozac materno. Cerrou os olhos como quem se enjaula e engole a chave. Assim era ela, enclausurada nas masmorras do meu cérebro. Da prateleira, trocou o deus pelo livro e, rendida ao dogma da poesia, retrucou em estrofes os olhares que, por entre grades, lhe deitava, lhe derramava. Bramindo sinapses, estalei-lhe a pele que, como cortiça despiu-se do tronco; domei-lhe a vontade. Fi-la corgitar esperança, fi-la abrir a porta e sair. Fi-la mascarar-se com a mascara da minha mascara...
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