Ser outro tem que se lhe diga...
despir a pele reptiliana e pendurá-la no passado...
reaprender a andar, beber, comer e amar...
lavar sentimentos, secá-los ao futuro e dobrá-los para os vestir numa ocasião especial...
Ser outro é ser alguém depois de não ter sido ninguém...
é enrugar o espírito para o poder enxergar...
soprar balões, erguê-los e ver a imaginação voar...
Ser outro faz bem à alma...
risca-nos a palma da mão num determinismo em construção...
concedendo novo espaço ao coração...
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