sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Por do Sol

Parco nos verdes, pincelado toscamente aqui e ali, como se a tela tivesse textura; perdido nos vermelhos; focado num amarelo diminuido pela hora; nuvens beliscadas com nódoas negras de chuva, também ela aquecida pela cor; e o vulto, de cauda negra, viúva na ilusão de uma imagem eterna, erguido sobre uma praia, tal estátua de sal arrependida, agarrada a um passado sofrível...assim pintava eu a minha estória...

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