Massacrava as pobres formigas com a bota direita, espremendo a borracha contra os insectos decapitados. Sobrolho flectido, foi a resposta. Não houve o imperativo verbalizado, já que a troca de olhares dava para perceber a não aprovação do acto. Mas o outro, espremia a bota, languidamente, num slow motion de quem comunicava: não recebo ordens. A Palavra veio finalmente. Mas o som era claramente mais proeminente e, mesmo sem ter decifrado o dialecto, estagnou. O olhar, esse, centrou-se no soalho; plano que camuflava o odor a medo. E a aproximação trouxe a descrição: Formiga, hirta em 2 metros, castanha nas extremidades e....furiosa!
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