domingo, 26 de agosto de 2012

Estaladas

Derretido numa rocha regada em maresia, assim estava ele, no estado que havia procurado: o liquido. Os sentimentos eram batido coalhado com sabor de futuro. Bem mexido, servido com o gelo anestésico, e saboreado sem papilas porque estas dormitaram em vida para serem lembradas enquanto mortas...
As lágrimas escorriam dos pés, dormentes, indolentes e dobrados para trás, e das mãos só haviam unhas que nem memórias arranhavam...
Desgrenhado nos olhos, via o déjà vu com o sorriso de uma ingenuidade perdida...e, algures numa rocha, não percebia se as estaladas do mar eram castigo ou moldagem...

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