Ele tinha palhinhas em vez de cabelo, e os amigos sugavam-lhe o cérebro de baunilha. Um dia, de sinapses apagadas, dirigiu-se à loja de conveniência mais próxima, tencionando pagar a eletricidade. Sem dinheiro, dançou sapateado no balcão, enquanto o caixa tocava harmónica. Recolhendo aplausos, trocou-os por dólares, com os quais pagou a conta. E, foi quando os olhos se iluminaram, que constatou que o caixa era uma mulher. Retirou um anel de noivado da segunda estrofe do poema que lhe dirigiu, ajoelhou-se e propôs-lhe uma lua de mel numa jangada de pedra. Ela, num momento de lucidez, e vendo que o primeiro despertara da sua cegueira, jurou-lhe o infinito...e foi ao infinito que partiram...
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