Quando ela partiu, foi como se lhe tivessem extraído do coração todos os respetivos dentes, sem recurso a anestesia. Dorido, e sem dentição, o coração estava incapaz até de se alimentar da memória. Definhou, subnutrido que estava, e morreu. Com olhos em estado de coma, dirigia o olhar, mas não via. Empalideciam-lhe os lobos temporais, uivando profundamente; tão profundamente que as alucinações lhe consumiam os restantes sentidos...
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