Sentado, a ver elefantes passar, pausando as passas ao sabor dos fumos exalados em camara lenta, ruminou uma ideia mascada com fiadas de Tabaco. Não era brilhante, mas também a placidez, a lassidão envolvente engoliam-no. Nas goelas da imobilidade, de membros presos, chocado com uma inércia imposta, revoltava-se mais com a resignação dos membros do que com as cordas que o mantinham cativo. A ideia era congeminada não tanto como uma tangível possibilidade de fuga, a julgar pela incapacidade de julgamento inculcada, tal semente fertil, mas como um meio de dignidade, de revolta, de orgulho. Não ousava escapar; ousava, isso sim, bramar aos céus o direito de o fazer. A fuga não consumada era comunicação, era libertar a expressão, cantá-la ao mundo num soneto de vindicação...
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